O-Futuro-do-Trabalho-e-a-Inteligência-Emocional-Renata-Castro-Blog-Inova-Mundo

O Futuro do Trabalho e a Inteligência Emocional

Segundo o último relatório produzido pelo Fórum Econômico Mundial sobre o futuro do trabalho, 35% das habilidades mais demandadas para a maioria das ocupações deve mudar até 2020. As mudanças são justificadas porque estamos vivendo a chamada 4ª Revolução Industrial: era da robótica avançada, automação no transporte, nanotecnologia, inteligência artificial e aprendizagem automática. O surgimento ou desaparecimento de profissões, ou ainda, o aparecimento de novas habilidades demandadas pelo mercado estão ligados a ações ainda impossíveis de serem tomadas por máquinas. O foco das habilidades está nos aspectos em que os seres humanos ainda superam os robôs. Dentre as 10 habilidades que todo profissional vai precisar até 2020 para ter sucesso no trabalho está a: inteligência emocional[1].

 

O-Futuro-do-Trabalho-e-a-Inteligência-Emocional-Renata-Castro-Inova-Mundo

Ainda ausente no currículo acadêmico, a gestão das emoções é fundamental aos profissionais. Segundo o economista espanhol José Ramón Pin, professor da IESE Business School, a gestão adequada das emoções é uma habilidade que pode fazer profissionais passarem pela crise com mais serenidade e sem perder o “espírito de luta”. A importância dada à Inteligência Emocional (IE) é mais recente no imaginário corporativo. A competência não aparecia nas previsões de habilidades exigidas pelo mercado em 2015 e, agora, ocupa o lugar na lista para 2020. Um dos aspectos que deve ser levado em consideração é o fato de que a inteligência artificial ainda passa longe de aspectos de gestão emocional [2].

 

Por muito tempo acreditou-se, que somente um QI (Coeficiente de Inteligência) elevado seria o suficiente para fazer do indivíduo alguém bem-sucedido. Contudo, estudos comprovam que somente tal característica não garante o sucesso, dependendo da profissão e do ambiente situacional em que se encontre, é fundamental que o profissional seja inteligente emocionalmente também devido ao impacto que as emoções exercem no clima organizacional.

 

A ideia da inteligência emocional ser uma habilidade reconhecidamente importante e com impactos sociais iniciou-se a partir de uma pesquisa solicitada em 1979 a uma equipe de pesquisadores da Harvard Graduate School of Education. Fazia parte da pesquisa o psicólogo Howard Gardner, doutor em psicologia do desenvolvimento humano. O propósito da pesquisa era: realizar uma investigação sobre a natureza e realização do potencial humano [3].

 

Em 1983, Gardner publicou um livro chamado Estruturas da Mente, em que ele explica que os seres humanos possuem talentos diferentes os quais ele chamou de inteligências múltiplas. “Múltiplas” para enfatizar um número desconhecido de capacidades humanas diferenciadas, variando desde a inteligência musical até a inteligência envolvida no entendimento de si mesmo. Inteligências tão fundamentais quanto àquelas historicamente capturadas pelos testes de QI.

 

Existem diversas definições para o termo inteligência emocional, a primeira definição procurou posicioná-la como um subconjunto da inteligência social e das inteligências múltiplas de Gardner. No modelo proposto, a habilidade da inteligência emocional envolvia [4]:

 

  1. i) avaliação e expressão de emoções em si mesmo e no outro de maneira verbal e não verbal;
  2. ii) regulação de emoções em si mesmo e no outro por meio da empatia e

iii) utilização de emoções por meio de um planejamento flexível do pensamento criativo, do redirecionamento da atenção e da motivação.

 

Para ser mais didático, a Inteligência Emocional nada mais é que um conjunto de habilidades, que juntas proporcionam a capacidade de conhecer e perceber acuradamente as próprias emoções, compreendê-las e se manter motivado, de avaliar e perceber as emoções das outras pessoas; a fim de harmonizar-se com elas e controlar emoções para alcançar um objetivo.

 

Apesar da expressão das emoções no trabalho ainda ser tida como algo terrivelmente antiprofissional, os psicólogos David R. Caruso e Peter Salovey consideram equivocada essa visão das emoções. Eles afirmam que os centros emocionais do cérebro não estão relegados a um papel secundário em nossos pensamentos e raciocínio, são parte integrante do que constitui pensar, raciocinar e ser inteligente. Isso não significa dizer que você deve pular de alegria sempre que fizer uma venda ou que deve arrancar o coração quando não for promovido. Em vez disso, a ideia proposta por eles no livro “ Liderando com Inteligência Emocional” é substituir a visão convencional das emoções por uma visão inteligente e eficaz. Mostrando que é possível mensurar, aprender e desenvolver a IE para resolver problemas complexos no trabalho [5].

 

[1] The Future of Jobs and Skills  

[2] 10 Competencias que todo Profissional vai precisar ate 2020

[3] GARDNER, H. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Trad. Maria Adriana Veríssimo Veronese. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

[4] MAYER, J. D.; CARUSO, D. R.; SALOVEY, P. Emotional intelligence meets traditional standards for an intelligence. Intelligence. 2000.

[5] CARUSO, David R; SALOVEY, Peter. Liderança com Inteligência Emocional. Liderando e administrando com competência e eficácia, 1 ed. M. Books do Brasil Editora Ltda. São Paulo, 2007.

Compartilhar
renatacastro
renatacastro
Formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Ceará e é Consultora Empresarial.
NEWSLETTER
Receba os melhores conteúdos de empreendedor para empreendedor
Quem curte empreendedorismo e inovação assina.
PUBLICIDADE
CASOS DE SUCESSO
case03
Jorge Everton
Grupo Fox Design
VER CASE
case02
Andressa Mendes
Agência Talents
VER CASE
case01
Joel Maia
Corporate Maia Business
VER CASE
MAIS VISTOS
VÍDEOS
Receba Novidades
Cadastre seu e-mail e receba nossos conteúdos exclusivos.

*Não enviaremos spam

Parceiros
Localização
Rua Tomás Acioli, 1493
CEP: 60135-180
Fortaleza-CE
Redes Sociais
© inovamundo. Todos os direitos reservados.
Designed and developed by: Força Digital