Alternativas visam democratizar a geração de energia solar no Brasil.

Desde 2011, os reservatórios de água não conseguem recuperar o nível do ano anterior, o que reflete em apagões e racionamentos. As usinas hidrelétricas são as responsáveis por produzir quase a totalidade da energia elétrica consumida. Apesar de ser menos danosa ao meio ambiente do que termelétricas e nucleares, o impacto deixado por esse tipo de produção é considerável. A redução no volume das chuvas encarece a conta de energia do consumidor. Em períodos de estiagem a bandeira vermelha acrescenta um custo extra de R$ 3 a cada 100 quilowatts. É por isso que a energia solar se tornou uma alternativa para residências, indústrias e o agronegócio.

 

A energia solar causa menor impacto ambiental, se comparada às outras fontes. “Nossa capacidade de geração hídrica não está acompanhando nosso consumo. Os reservatórios não conseguem atingir o nível adequado e poderíamos ter um sistema que levasse energia a um número ainda maior de brasileiros. Em nosso país existem pessoas que não tem luz em casa, apesar de todo o nosso potencial mundial nessa área”, esclarece o empresário.

 

Diante desse cenário, aos poucos, surgem alternativas que visam democratizar a geração de energia solar no país. No início deste ano, o Brasil atingiu a marca de 500 megawatts (MW) na geração solar distribuída. De acordo com dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), os sistemas de geração distribuída atingiram a marca de 1 gigawatt de potência instalada em residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos. Com isso, o país passa a ocupar o 8º lugar no ranking mundial da produção de energia solar.

 

Desde 17 de abril de 2012, quando entrou em vigor a Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada, fornecendo o excedente para a rede de distribuição de sua localidade.  A Aneel publicou a Resolução Normativa nº 687/2015 revisando a Resolução Normativa nº 482/2012, com os objetivos de reduzir os custos e tempo para a conexão e melhorar as informações na fatura. As novas regras começaram a valer em 1º de março de 2016, permitindo o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada.

 

Uma das grandes vantagens para o consumidor é o chamado autoconsumo remoto. Ele se aplica para a utilização de créditos. Caso a quantidade de energia gerada em determinado mês seja superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes.

 

A norma possibilita ainda a instalação de geração distribuída em condomínios, podendo a energia gerada ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores. E existe ainda a opção de “geração compartilhada”, com a qual pessoas interessadas se unem em um consórcio ou em uma cooperativa, para instalar micro ou minigeração distribuída e utilizar a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

 

Com todas essas mudanças, o Brasil caminha pela busca da democratização desse tipo de energia. Segundo Kalebe Grün, Diretor Comercial da Spin Solar, o mercado é muito promissor,  podendo trazer independência energética ao Brasil, já que somos líderes mundiais em capacidade para captação de radiação solar, com maior incidência média anual. Segundo dados da Aneel, até 2024, mais de 886 mil pessoas devem aderir a este tipo de energia.

 

Inovação

 

A energia solar de terceira geração em conjunto com a internet das coisas possibilitou a criação de um mobiliário urbano futurista com iluminação e som ativados com energia solar, destinado para espaços de interação social. A iniciativa partiu da parceria entre a Sunew, empresa brasileira que fabrica filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV) e a Hephaenergy, especializada em internet das coisas. 

 

A sacada do projeto Syntz é a “mágica” que faz com que música e iluminação sejam acionadas com a energia solar. Assim o produto é ideal para instalação em áreas ao ar livre ou com restrição de eletricidade. ““A Syntz transforma a energia solar em um ambiente interativo, envolvente e vibrante, por isso lhe demos um nome que relembra a fotossíntese”, explica Felipe Batista, CEO da Hephaenergy.

 

Além de gerar energia solar, o OPV absorve raios UVA e UVB, portanto a sombra que o mobiliário produz gera melhor conforto térmico. Outra vantagem é que a aplicação do filme fotovoltaico praticamente elimina sons externos e permite pouco vazamento da música para fora do ambiente.

 

Autossuficiente, o mobiliário oferece tomadas para recarregar celulares e outros equipamentos.  “Trata-se de uma nova geração de mobiliário urbano que une sustentabilidade, tecnologia e design. Nas cidades inteligentes o OPV poderá habilitar conectividade, novas funcionalidades e autonomia energética de forma integrada e harmônica”, afirma Tiago Alves, CEO da Sunew.

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Sara Café
Sara Café
Jornalista do Inova Mundo
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