Trabalho sobre Biotecnologia faz com que UECE publique terceira patente internacional.

A Universidade Estadual do Ceará (UECE) comemora. A Instituição obteve a publicação da terceira patente internacional, referente a uma técnica não invasiva de diagnóstico de reações alérgicas a alimentos e medicamentos. O trabalho, segundo a assessoria de imprensa da Uece, é uma Tese de Doutorado em Biotecnologia da Renorbio, orientado pela professora Maria Izabel Florindo Guedes, mostrando que a técnica, de baixo custo, consegue detectar em poucas horas na saliva da criança ou de adulto as imunoglobulinas (IgG1 e IgE) responsáveis por desencadear as reações alérgicas.

Foi desenvolvido no Laboratório de Biotecnologia e Biologia Molecular (LBBM), do Centro de Ciências da Saúde-CCS e com a Greenbean Biotecnologia, uma empresa cearense de base tecnológica, fundada em 2012, com objetivo de produzir proteínas transientes recombinantes para o desenvolvimento de kits de diagnósticos, fármacos, vacinas em plataformas vegetais, bem como desenvolve alimentos funcionais para atender os mercados humano e animal.

 

Publicações

A primeira patente internacional da UECE, desenvolvida pelo grupo de estudos do Laboratório de Manipulação de Óocitos e Folículos Ovarianos Pré-Antrais da Faculdade de Veterinária-Favet, foi publicada em abril deste ano. A tecnologia é relacionada à criopreservação de tecidos, aplicado a reprodução assistida de animais.

A segunda patente internacional da Uece foi o resultado de uma parceria entre a Unifor e a ACP Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (ACP), hoje empresa abrigada no Parque Tecnológico-TecParque da Uece. A pesquisa se refere a um filme de blenda polimérica com aplicação na área de Biotecnologia da Saúde, no campo da farmácia, visando o tratamento de osteorradionecrose e suas aplicações clínicas. A ACP é uma empresa de base tecnológica, especializada na pesquisa, desenvolvimento e fabricação de produtos que contenham como bioproduto a água de coco em pó para utilização em processos biotecnológicos na área da saúde humana e animal.

 

Lei de estrutura do NIT e Incuba-UECE

A Lei de Inovação (Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004) determina em seu Art. 16 a necessidade das Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) estruturarem os Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), com a finalidade de apoiar a gestão de sua política de inovação, incluindo, além de outros fatores, a gestão da propriedade intelectual produzida pelas ICT, e a negociação e gerenciamento dos acordos de transferência de tecnologia.

O Núcleo de Inovação Tecnológico (NIT) da Uece foi criado em 2007, e conta com 61 depósitos de patentes e três PCT (Patente Internacional), que é um título de propriedade temporário, oficial, concedido pelo Estado, por força de lei, ao seu titular ou seus sucessores (pessoa física ou pessoa jurídica), que passam a possuir os direitos exclusivos sobre o bem, seja de um produto, de um processo de fabricação ou aperfeiçoamento de produtos e processos já existentes, e objetos de sua patente. A UECE conta também com quatro marcas e 15 softwares protegidos junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão responsável por essas proteções no Brasil.

As empresas Greenbean e ACP passaram pelo programa de Incubação da Incubadora de Empresas da Uece–IncubaUece, que tem como missão, estimular e apoiar empreendedores no processo de geração, consolidação e crescimento de micro, pequenas e médias empresas no Ceará, promovendo o desenvolvimento regional sustentável.

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Sara Café
Sara Café
Jornalista do Inova Mundo
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