Conhecimento em IA será fundamental para o trabalho, aponta Dell.

O conhecimento sobre inteligência artificial (IA) será fundamental no mercado de trabalho na próxima década, aponta a Dell, no relatório “O Futuro do Trabalho”, realizado pela empresa em parceria com o Instituto do Futuro (IFTF). De acordo com o estudo, o conhecimento exigido não será necessariamente técnico, mas os funcionários precisarão aprender a julgar efetivamente o que as máquinas podem e não podem fazer, bem como o que elas devem e não devem fazer.

 

No entanto, isso não significa que a IA substituirá os trabalhadores, pelo contrário. Segundo o estudo, a IA e tecnologias como realidade aumentada e internet das coisas (IoT) serão usadas como complementos às habilidades humanas. Dessa forma, os funcionários ganham novas oportunidades e atuam de forma mais colaborativa, inovadora e com mais autonomia. Para isso, o estudo aponta que as empresas precisarão ter discernimento em saber quando é melhor usar um software ou um humano, identificando as limitações de cada um. 

 

Apesar de apontar as mudanças para 2030, o relatório ressalta que essas pautas já estão na agenda das companhias. Em uma pesquisa recente da Dell, 70% das empresas disseram que gostariam que as pessoas fizessem parcerias com máquinas para expandirem suas habilidades e conhecimentos e 86% que querem aplicar novas tecnologias com o intuito de aumentar a produtividade dos funcionários.

 

Habilidades humanas em foco

 

O relatório ainda mostra que, com o maior uso das novas tecnologias pelas empresas, as habilidades e conhecimentos profissionais se tornarão ainda mais importantes. De acordo com a pesquisa, processos seletivos com IA, games e ciência comportamental, possibilita que as empresas contratem cada vez mais baseadas nas habilidades individuais de cada um. Critérios como gênero e idade deixarão de ser essenciais, como é atualmente, o que tornará as empresas mais inclusivas e igualitárias.

 

No entanto, para alcançar mais igualdade, as empresas deverão se atentar e se responsabilizar pelos “novos” problemas que surgem com o uso dessas tecnologias. Para criar uma parceria entre humanos e máquinas mais inclusiva, as companhias precisarão elaborar algoritmos sem viéses, coletando o maior número de dados possível para o sistema de machine learning. A preocupação com o viés foi apontada, em estudo recente da Dell, por 67% dos líderes empresariais ouvidos. Eles dizem querer usar as novas tecnologias para criar oportunidades iguais, eliminando preconceitos humanos na tomada de decisões.

 

De acordo com o relatório, as empresas também precisarão se responsabilizar pela capacitação de seus funcionários nessas tecnologias, principalmente entre os colaboradores mais velhos. Em outra pesquisa recente da Dell, 58% das empresas apontaram que, com o avanço tecnológico, acreditam que terão dificuldade em oferecer oportunidades iguais entre diferentes faixas etárias. Para reverter essa previsão, o relatório sugere que as companhias apliquem mentorias reversas, quando os mais jovens aconselham os mais velhos sobre temas mais recentes.

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Sara Café
Sara Café
Jornalista do Inova Mundo
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